Julgamento previsto no STJ em 20.08.2026Data sujeita à pauta oficial
ESA Advogados

Tema 1.412 · Recurso repetitivo · STJ

O fornecedor reduz seu custo. O Fisco pode tratar isso como receita.

A Primeira Seção do STJ deverá definir se bonificações e descontos concedidos pelo fornecedor ao varejista integram a base de cálculo do PIS e da Cofins.

A mecânica

Você compra 100, recebe 110 e pode ser tributado sobre as 10 que não comprou.

O nome dado à verba não decide o caso. O ponto central é a sua natureza: redução do custo de aquisição ou remuneração autônoma por uma obrigação comercial.

01

Fornecedor concede

Bonificação ou desconto

Mercadoria extra, abatimento por volume, rebate ou verba comercial.
02

Varejista recebe

Menor custo de compra

Em muitas operações não entra caixa: entra estoque ou sai menos dinheiro.
03

Discussão fiscal

Receita ou redução?

É essa qualificação que determinará a incidência do PIS e da Cofins.
O ponto jurídico

Se a vantagem apenas reduz o custo da mercadoria, o contribuinte sustenta que não há ingresso novo de receita. Se remunera serviço, promoção ou obrigação autônoma, o risco de tributação é maior.

Dimensionamento

Quanto isso pode representar na sua operação?

Ajuste os parâmetros para visualizar uma ordem de grandeza. A simulação aplica a alíquota combinada de 9,25% do regime não cumulativo.

Ordem de grandeza anualR$ 166.500

Aplicação indicativa de 9,25% sobre uma base anual de R$ 1.800.000.

Projeção nominal em 5 anosR$ 832.500

Sem atualização, juros ou análise de prescrição.

Simulação meramente indicativa. O valor efetivo depende do regime de apuração, da natureza de cada verba, da documentação e do tratamento fiscal adotado pela empresa.

O que o STJ vai decidir

Duas Turmas. Duas leituras opostas sobre a mesma operação.

O julgamento repetitivo deverá uniformizar a controvérsia para os casos submetidos ao Judiciário.

1ª Turma · posição favorável ao contribuinte

Redução do custo de aquisição.

Bonificações e descontos ligados à compra e venda não representariam receita nova do varejista e, portanto, ficariam fora da base do PIS e da Cofins.

Leitura baseada no conceito de receita e na substância econômica da operação.
2ª Turma · posição favorável ao Fisco

Receita bruta do adquirente.

Descontos condicionados e bonificações podem remunerar o uso da estrutura comercial do varejista e, nessa hipótese, integrar a receita tributável.

Leitura que valoriza contrapartidas e obrigações comerciais assumidas.
Precedente qualificado

A tese fixada em recurso repetitivo orientará os demais juízes e tribunais. Por isso, a análise da documentação antes do julgamento é uma decisão de gestão de risco.

Risco estratégico

Ganhar a tese e capturar apenas parte do efeito econômico é um risco possível.

A modulação não é certa e 20 de agosto não é um prazo legal automático para ajuizamento. Ainda assim, o histórico dos grandes precedentes tributários torna prudente avaliar a posição da empresa antes da formação da tese.

Cenário 01

Tese favorável, sem modulação

O direito poderá ser discutido conforme os limites processuais e prescricionais aplicáveis.

Cenário 02

Tese favorável, com limitação de efeitos

A posição processual anterior ao julgamento pode se tornar relevante para o alcance econômico.

Cenário 03

Tese desfavorável

A cobrança é mantida e a estratégia deve ser reavaliada à luz do precedente formado.

Urgência com cautela técnica.

Ajuizar antes do julgamento pode integrar uma estratégia de proteção, mas não garante resultado nem imuniza automaticamente a empresa contra eventual modulação.

O que avaliar agora

Quatro movimentos para decidir com informação.

A urgência é estratégica: conhecer a posição da empresa antes da formação do precedente.

  1. 01

    Mapeamento das rubricas

    Identificação de bonificações, descontos condicionados, rebates e verbas comerciais.

  2. 02

    Revisão documental

    Leitura de contratos, acordos comerciais, escrituração fiscal e substância econômica.

  3. 03

    Mensuração

    Apuração da materialidade e dos valores potencialmente discutíveis por competência.

  4. 04

    Definição da estratégia

    Avaliação da via adequada e do risco de agir ou aguardar a formação do precedente.

Sua empresa deve olhar para o tema?

O julgamento é especialmente relevante para varejistas.

A aderência depende da combinação entre operação comercial, tratamento tributário, documentação e materialidade. Estes são os sinais iniciais para uma triagem.

Recebe bonificações

Mercadoria extra, descontos comerciais, rebates ou verbas de incentivo de fornecedores.

Negocia contrapartidas

Há metas de volume, mix, campanhas, exposição ou outras condições comerciais.

Tributa esses valores

As rubricas são registradas como receita para fins de PIS e Cofins.

Tem recorrência e materialidade

Os valores aparecem de forma recorrente e representam impacto financeiro relevante.

Abordagem ESA

Da leitura da operação à decisão jurídica.

Nosso objetivo não é tratar toda bonificação da mesma forma. É separar o que efetivamente reduz custo do que pode remunerar uma obrigação autônoma, mensurar o impacto e sustentar uma decisão defensável.

01

Diagnóstico jurídico-tributário

Mapeamento das rubricas, contratos e enquadramento da tese.

02

Leitura crítica do risco

Avaliação do impacto estratégico de agir ou aguardar o julgamento.

03

Revisão documental

Organização do suporte contratual, fiscal e contábil da discussão.

04

Estratégia contenciosa

Definição da medida adequada e acompanhamento técnico do tema.

Decisão técnica antes do precedente

Sua empresa sabe como as bonificações recebidas estão sendo tratadas?

Converse com seu advogado de confiança ou fale com a ESA para avaliar, com antecedência, a exposição da sua empresa ao Tema 1.412/STJ.

Solicitar uma análise
Conversar no WhatsApp